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quinta-feira, 31 de março de 2016

31 De Março De 2016


Já deu pra sentir qual a trama
Quando eu nasci já tinha calor (...)
Quando eu nasci tinha, sim senhor,
Águia, paturi, camelo, condor
E as águas do Amazonas, os ratos, as rãs, ratazanas
Quando eu nasci já tinha terror 
 
(Itamar Assumpção, "Já deu pra Sentir", 1980)

Hoje é dia de ter memória, de ter esperança e medo, prudência e coragem, de resistirmos aos usurpadores de sempre e ao poder avassalador das picuinhas

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

Hoje é dia de ter memória. De lembrar que essa democracia (esse arquipélago de democracia) foi conquistada de forma dramática, entre heróis e cadáveres. De recordar que usurpadores cobram caro. Que o que vem aí não é uma revolução, mas uma reação de nossas elites a uma terrível ameaça: a de que ela não seja a protagonista. De lembrar que tudo pode ser pior. Que não temos as barbas do Estadão e a cafonice da Fiesp. Que não precisamos de um pajem, de um Paulo Skaf, de uma paulocracia.

Hoje é dia de esperança. Não de uma esperança absoluta, maiúscula, rumo a uma sociedade igualitária, justa, mas ao menos uma esperança de que não haja retrocesso. De que sigamos aos trancos, sem cair no barranco do casuísmo. Nas ruas, brasileiros que não aceitam entregar este país ao PMDB, sem votos, em nome de um pato. Em nome do governo, do PT? Muitos de nós, não. Em nome de muito mais que isso: da rejeição das subtrações. Do princípio de que não podem sequestrar nossa soma.




brizola

Hoje é dia de medo. Medo de que a escolha da Praça da Sé não tenha sido a melhor possível, como o palco de manifestação em nossa capital econômica. Dia de cautela em relação a sabotadores, pois o entorno da praça é um convite para ações pontuais de milicianos e fardados. É dia de temer, sim, armadilhas. Pois os fascistas se empoderaram em poucas semanas, organizaram-se. E têm um combustível incrível a seu favor: o ódio. Manipulações grosseiras, o apoio explícito da imprensa – e o ódio.

Hoje é dia de ter prudência e de se ter coragem. Originalmente, aliás, a palavra prudência não tinha nenhuma conotação oposta à coragem. Muito pelo contrário. Era uma virtude intelectual (Aristóteles), tão nobre quanto a sabedoria (Heráclito). Significava a disposição de decidir o que é bom ou ruim. Não apenas precaução diante dos perigos, como é vista hoje, mas, como definiu Santo Agostinho, “o amor que separa com sagacidade aquilo que é útil do que é prejudicial”. E não temer. Não Temer.

Hoje é dia de sentir. De sentir a nossa trama. Quando nascemos, dizia Itamar Assumpção, já tinha ratos, rãs e ratazanas. E já tinha o terror. Nada menos que o terror. Hoje é dia de discernir, portanto.

De decidir se queremos abraçar picuinhas, causas menores ou intermediárias, ou algo maior – mesmo que seja dolorido, mesmo que tenhamos de lutar contra o rancor. Não por ninguém poderoso, por qualquer um que também tenha nos esquecido. Mas por nós, exatamente por nós. Por outra trama.


 http://outraspalavras.net/alceucastilho/2016/03/31/31-de-marco-de-2016/#more-2781

Extraído do blog: www.suzyscosta.blogspot.com

Artistas e Intelectuais Dizem Não Ao Retrocesso Político !


"A classe artística mais uma vez se levanta para cumprir seu papel de vanguarda na defesa da democracia, da liberdade. Lembremos-nos de Leonel Brizola, pela sua campanha da legalidade", diz a sambista Beth Carvalho


Jornal GGN - "Eu tenho que admitir que eu sou oposição ao seu governo, presidente Dilma. Eu tenho um contentamento em poder dizer que estou em um estado democrático, de preservar as liberdades, o inconsciente coletivo do nosso povo. Esse ódio, essa sombra, de irmão contra o irmão, um plano maquiavélico criado por pessoas que viram mexer muito pouco. Isso é muito assustador. O motivo do impeachment não é por um erro, mas é pelos acertos do governo, e isso dói demais", disse a atriz Letícia Sabatella à Dilma Rousseff, em ato de artistas, intelectuais e cientistas, no Palácio do Planalto.

A atriz foi a terceira a discursar durante a entrega de 12 manifestos em favor da democracia e contra o golpe. Diante da presidente Dilma, Letícia afirmou que não concorda com o governo atual, mas defendeu a necessidade de preservar a legitimidade e os direitos conquistados pelas minorias.

"Como cidadã, não sou petista, tenho frustrações com o que esperava, sobre o empoderamento dos mais pobres. Mas confesso que estou entendendo como é a dificuldade, acompanhando esse Congresso, como é difícil. Conheci o Congresso, o Senado, e sei  o quanto há de boicote contra a transformação social do Brasil", disse, sob aplausos.

Apesar de se autodeclarar oposição, a atriz afirmou que "é inegável reconhecer" os avanços garantidos pelo ex-presidente Lula e pela presidente Dilma com as minorias. "Eu não tenho como não reconhecer essa ascensão social de uma grande maioria da população. Nada se fazia, era estagnada a essa condição. Vejo que há vontade política para isso. Mas uma vez conquistado, dado um passo, temos que ir adiante. A gente tem que andar para frente, não para trás. Por isso que eu estou aqui", completou.

Também destacou os avanços sociais da gestão petista a cineasta Anna Muylaert, diretora do filme "Que Horas Ela Volta". Em sua fala, Anna fez referência à personagem Jéssica do longa, uma jovem filha de emprega doméstica que conseguiu entrar na Universidade.
"Estou aqui hoje por amor para dizer que eu passei o ano inteiro, abraçando homens e mulheres me dizendo: 'eu sou Jessica, eu sou Jessica'. Mas eu não criei a Jessica, o trabalho que foi feito pelo governo Dilma e o governo anterior, de Lula, é estrondoso. A Europa sabe, reconhece, e aqui talvez precise de alguns anos para que reconheçam o que estamos vivendo hoje de avanços", disse a cineasta.

"Ainda haverá um dia em que subirá aqui a presidente da República que será uma Jéssica, e o seu coração estará cheio de gratidão", afirmou a diretora, emocionada, entregando o manifesto à Dilma.

"Senhora presidenta", disse o médico Miguel Nicolelis, por meio de um vídeo transmitido à plateia, dirigindo-se à Dilma: "Resista. Resista. Porque a senhora não está sozinha".




E seguiu com a convocação: "Resista, senhora, não só pela senhora, não só pelo seu mandato, mas por todos esses brasileiros, pelo princípio de que no Brasil golpes são coisas do passado e jamais serão aceitos no presente e no futuro, porque temos a responsabilidade com nossos filhos, netos e gerações, de manter essa democracia, ampliá-la e lutarmos com todas as nossas forças".

O escritor Raduan Nassar também esteve presente, anunciando que não é filiado a partido político, mas defendendo a legalidade da Presidência. "A presidente Dilma Rousseff não cometeu crime de responsabilidade. Os que insistem no seu afastamento atropelam a legalidade, subvertendo o estado democrático de direito. Os que tentam promover a saída de Dilma arrogam-se hoje sem qualquer pudor contra detentores da ética, mas serão execrados, amanhã, não tenho duvida", alertou.

"Lhe desejo, do fundo do coração, toda a energia, e forças necessárias para aguentar o trampo. Você é que está com a sua coragem segurando o barco. Por mais essa eu não esperava. Mas espero ganhar mais essa batalha", disse, em tom informal a economista Maria da Conceição Tavares, também em vídeo transmitido.



Na sequência de representantes do meio artístico, participou do ato de defesa da democracia ainda o ato norte-americano Danny Glover. "Eu gostaria de enviar uma mensagem de amizade pela sua democracia [brasileira], daqueles que a querem ver crescer, e não minar", disse, dirigindo-se à presidente: "A sua luta também é luta em todo o mundo, por democracia".


O rapper Flávio Renegado discursou em nome de comunidades e periferias: "Nas favelas a gente ainda vive esse processo, porque a PM intervém duramente contra quem vive nas comunidades. É inaceitável ainda termos Amarildos sendo assassinados, Claudias sendo arrastadas, as Jessicas incomodam. Presidente mulher incomoda. Negro com voz incomoda. E vamos continuar a incomodar. E vamos fazer com que esse papel seja cumprido. A gente está hoje defendendo a voz das comunidades, do povo do gueto. Aqui é o Brasil de verdade falando, e o Brasil precisa conhecer o Brasil de verdade".

Em vídeo enviado, Tico Santa Cruz defendeu a garantia do respeito aos 54 milhões de votos. "Saúdo todos os guerreiros presentes, não somos poucos e vamos lutar ate o final", afirmou. Confira:


Já a sambista Beth Carvalho lembrou quando conheceu o ex-presidente Lula, ainda sindicalista e que, desde então, já nos anos 60, 70 e 80, muitos artistas do samba levaram a música aos mais diversos cantos do país como conscientização política.

"A classe artística mais uma vez se levanta para cumprir seu papel de vanguarda na defesa da democracia, da liberdade. Lembremos-nos de Leonel Brizola, pela sua campanha da legalidade. A classe artística se levanta na defesa das liberdades individuais, da Constituição brasileira e principalmente na defesa do amor, é o amor que faz o artista subir no palco, e levar a sua música.


O contrário do amor é ignorarem 40 milhões de pessoas que saíram da miséria. Falta de amor é o que faz o indivíduo atacar outro como ele só pela cor de sua camisa. O amor é o que faz com que a Dilma se levante todos os dias de cabeça erguida por um Brasil mais justo. Só podia ser uma guerrilheira, vai ter luta!", disse a sambista, arrancando aplausos.

Em seguida, um dos mais conceituados diretores de teatro do país, Aderbal Freire Filho fez um duro discurso, usando metáforas do vocabulário do teatro para explicar a política atual.

"Nesse momento tem sido muito usado um gênero teatral, a farsa. Eu li nessa semana um editorial de jornal que chamava de farsa quando os intelectuais, artistas, cidadãos diziam que o que esta em curso é um golpe. Farsa é exatamente o contrario. Farsa é quando personagens ridículos, fanfarrões, enterrados até o pescoço em corrupção, herdeiros de uma tradição antiga de conveniência, de escândalos nunca apurados, quando eles são usados, quando a imprensa usa esses personagens para escrever a farsa do impeachment", disse.

"Exemplo recente é querer justificar a tentativa de provar que não é golpe porque os ministros do Supremo dizem que impeachment não é golpe. Não somos marionetes, temos voz! O que nós estamos dizendo é que sem crime, e para atender a interesses escusos, é golpe", completou, voltando-se aos grandes meios de comunicação: "Essa imprensa muda de nomes. Agora chama de impeachment, já chamou de revolução. Foi golpe e é golpe".

Também nessa linha foi o vídeo enviado pelo professor sociólogo Leonardo Abritzer: "Essa é uma conjuntura de ódio, com aplauso de boa parte dos meios de comunicação".

Dilma: Somos um projeto político, ainda incompleto e inconcluso

Em resposta, a presidente Dilma Rousseff agradeceu todos os manifestos e manifestações dos representantes da classe artística, pesquisadores e intelectuais. E recordou o que foi o dia 31 de março: "Há 54 anos, nesse exato dia, um golpe militar deu início a uma fase da nossa história, ao arbítrio a direitos humanos, a direitos individuais. Nos dedicamos a uma luta que abrangeu um período longo da nossa história recente. Sofremos as consequências, muitos foram presos, outros torturados, outros obrigados a deixar nosso pais, outros morreram".

Dilma se lembrou de seus dias enquanto presa e torturada pela ditadura do regime militar brasileiro. "Nós aprendemos o valor da democracia. Nós aprendemos da pior forma possível, que é de dentro de um presídio, vendo as pessoas sofrerem, tentarem resistir à imensa força da tortura, tentando fazer com que a pessoa traísse o que ela acredita. Não é simplesmente a dor, é a quebra da integridade humana", contou.



"Aí nós chegamos ao governo. Nós somos um projeto político. Esse projeto não é de um partido apenas, é de um conjunto de pessoas de variadas origens. Nós tínhamos um foco, e esse foco estava sintetizado em duas coisas: desenvolver o Brasil e fazer a inclusão social", afirmou, completando que "o fim da miséria era só um começo" e que, a partir de então, entrariam "as Jessicas que mudariam radicalmente a questão da desigualdade, que é o acesso à educação de qualidade de milhões e milhões de brasileiros".

Dilma admitiu que ainda temos muitos problemas sociais. "Que esse processo é incompleto e inconcluso, eu não tenho a menor dúvida", afirmou. A presidente lembrou que milhares de brasileiros ainda não tem acesso a uma qualidade de educação, que seria o passo obrigatório para a "garantia da irreversibilidade da inclusão social".

Em seguida, explicou didaticamente o que é impeachment. Defendeu que não podemos "ter medo da palavra impeachment", que está prevista na nossa Constituição.

"No presidencialismo da Constituição, se eu não me engano nos artigos 85 e 86, está previsto impeachment em caso de crime de responsabilidade. O que a Constituição não autoriza é impeachment porque alguém não quer, ou porque interessa a setores que querem se beneficiar dele", disse.

Afirmou que se sofrer o impeachment, todos os outros governos também deveriam sofrer, por também praticarem as chamadas "pedaladas fiscais": "Que abrangem três coisas: o pagamento do Bolsa Família, o pagamento do Minha Casa, Minha Vida e lutamos contra a redução do crescimento econômico para o setor industrial do pais gerar emprego", afirmou.

"Todos os governos, sem exceção praticaram atos iguais ao que eu pratiquei. E sempre, sempre, com respaldo legal", disse. "Se chamaram no passado revolução de golpe, hoje estão tentando dar um colorido democrático a um golpe que não tem base. Alem disso, se perguntarem se é crime de responsabilidade qualquer processo nas contas, qualquer jurista dirá: não é crime", defendeu.

"O Brasil não pode ser cindido em duas partes. É o que estão propondo. Um golpe tem esse poder. Não é correto que as pessoas sejam estigmatizadas. Nem de um lado, nem de outro. Nós temos de lutar para superar esse momento e criar na nossa sociedade um clima de união. E não adianta alguns falarem 'vamos unir o pais'. Não se une destilando ódio, rancor e perseguição. O que nos une é a democracia e não se negocia aspectos dela", concluiu a presidente Dilma Rousseff.

Fotografias: Agência Brasil / Vídeos: Planalto

http://jornalggn.com.br/noticia/artistas-e-intelectuais-dizem-nao-ao-retrocesso-politico
Extraído do blog: www.suzyscosta.blogspot.com

quarta-feira, 30 de março de 2016

Mídia internacional denuncia golpe e manipulação midiática


  Glenn Greenwald, jornalista escolhido por Edward Snowden para revelar ao mundo a espionagem do governo americano, publicou uma fortíssima denúncia contra a tentativa de golpe em curso no Brasil.

 

THE INTERCEPT (Estados Unidos): Brazil Is Engulfed by Ruling Class Corruption and a Dangerous Subversion of Democracy 

 

Entrevista de Gleen Greenwald para o Democracy Now



 

PUBLICO (Portugal): A justiça partidária e o limiar do golpe no Brasil – Publico – Portugal

 

DER SPIEGEL (Alemanha): Golpe frio no Brasil

 

THE ECONOMIST (Inglaterra):  Juiz Moro pode ter ido longe demais 

 

AL JAZEERA (Emirados Arábes): The Listening Post (Full) – Dilma Rousseff’s Watergate

 

EL PAÍS (Espanha): O Brasil perante o abismo

 

THE HUFFINGTON POST (Estados Unidos): Os deslizes do juiz Sérgio Moro

 

CEPAL: CEPAL manifesta preocupação diante de ameaças à democracia brasileira

 

ONU: Escritório de Direitos Humanos da ONU afirma preocupação com contexto político brasileiro

 

THE WIRE (India): A Coup is in the Air: The Plot to Unsettle Rousseff, Lula and Brazil

 

LE FIGARO (França):  Brésil : indignation après la publication d’une écoute téléphonique entre Rousseff et Lula

 

BBC NEWS (Estados Unidos): Brazil crisis: There may be bigger threats than Rousseff’s removal

 

LOS ANGELES TIMES (Estados Unidos): The politicians voting to impeach Brazil’s president are accused of more corruption than she is

 

THE WASHINGTON POST (Estados Unidos): How the release of wiretapped conversations in Brazil threatens its democracy

 

Manifesto de intelectuais estrangeiros: BRAZILIAN DEMOCRACY IS SERIOUSLY THREATENED

 

 http://erminiamaricato.net/2016/03/29/midia-internacional-denuncia-golpe-e-manipulacao-midiatica/

 

Extraído do blog: www.suzyscosta.blogspot.com

terça-feira, 29 de março de 2016

"Assistimos a Um Golpe No Brasil Em Transmissão Direta", Diz Escritor e Ex-Deputado Português

    29 de março de 2016

Vinho oferecido em Lisboa aos participantes do seminário de Gilmar Mendes
Vinho oferecido em Lisboa aos participantes do seminário de Gilmar Mendes

Do português Francisco Louçã, economista, ex-deputado, professor de economia na Universidade de Lisboa e escritor, no jornal Público


Assistimos no Brasil a um golpe de Estado em transmissão directa, por vezes em câmara lenta, outras em aceleração frenética. É assim que se procede no século XXI: em vez de tanques nas ruas, tudo começa com um juiz que quer derrubar um governo, declarando guerra ao princípio da soberania democrática. É golpe curto, bem sei, prender para eliminar politicamente e depois deixar as coisas seguirem o seu destino.

Para este propósito monumental, vem o juiz. O juiz é um poder, e neste caso é certamente um poder especial, pois ignora a proclamada separação de poderes e actua fora da lei, mas é um poder que pode tudo, pois não será corrigido em tempo útil, se é que alguma vez o será. O mal está feito, a desconfiança semeada, o pânico nas ruas, só não sabemos como vai prosseguir a saga.

Começou com a primeira detenção de Lula que era ilegal, e era mesmo. Depois, a escuta será ilegal, e é, a sua divulgação um crime, e é, a escuta abrangia todos os advogados de um escritório, e isso é delirantemente ilegal, o juiz é suspeito de intuito partidário, e não o esconde, a própria perseguição e o pedido de prisão preventiva não têm fundamento legal, e não têm mesmo, mas o juiz é um poder inexpugnável e por isso pode desencadear uma tempestade. Segundo Marco Aurélio Mello, Juiz do Supremo Tribunal Federal, referindo-se a Sérgio Moro, o magistrado que desencadeou as primeiras salvas do golpe, “ele simplesmente deixou de lado a Lei”.

Precipitado pelos magistrados golpistas, a manobra decide-se por estes dias no balanceamento dos movimentos da opinião pública, na ocupação da rua, nos ajustes de contas partidários e sobretudo na corrida contra o tempo. O que é certo é que nunca tínhamos visto um golpe de Estado assim: no Brasil, em 1964, no Chile, em 1973, na Argentina, em 1976, foi com baionetas que a ditadura avançou e não com sentenças ou acusações judiciais. Este novo tipo de golpe é mais eficaz, mobiliza a dúvida e espalha os ódios, disputa a aceitação e mesmo a participação de parte da população, ocupa o terreno do simbólico, que é a sede da política.

Esta técnica de golpe de Estado neutraliza a argumentação e assim exclui a razão, porque se baseia na hegemonia afirmada de um poder supremo e imune à democracia. O César é o juiz, que se apresenta como um pai moralizador ou como o braço da vingança divina. Ele é o poder que pode tudo e por isso dispensa uma ditadura, se o choque e pavor tiverem como consequência a destruição eleitoral dos seus adversários, e neste caso a decapitação política de Lula, o mais temido candidato a re-presidente. O golpe tem este objectivo preciso: prender Lula, seja com que pretexto for.

O golpe está por ora a vencer, mas veremos o que decide o Supremo Tribunal, que o pode parar por agora. Só depois virá o processo de demissão de Dilma, conduzido por uma comissão parlamentar em que mais de metade dos deputados está a contas com a justiça, e esse será o segundo acto da farsa.

Todos estamos a adivinhar o desfecho.

Vladimir Safatle, , citado por Alexandra Lucas Coelho aqui no PÚBLICO, escreve a sua indignação na “Folha de S. Paulo”: “Não quero viver em um país que permite a um juiz se sentir autorizado a desrespeitar os direitos elementares de seus cidadãos por ter sido incitado por um circo midiático composto de revistas e jornais que apoiaram, até o fim, ditaduras, e por canais de televisão que pagaram salários fictícios para ex-amantes de presidentes da República a fim de protegê-los de escândalos. O Ministério Público ganhou independência em relação ao poder executivo e legislativo, mas parece que ganhou também uma dependência viciosa em relação aos humores peculiares e à moralidade seletiva de setores hegemônicos da imprensa. Passam-se os dias e fica cada dia mais claro que a comoção criada pela Lava Jato tem como alvo único o governo federal. Por isso, é muito provável que, derrubado o governo e posto Lula na cadeia, a Lava Jato sumirá paulatinamente do noticiário, a imprensa será só sorrisos para os dias vindouros, o dólar cairá, a bolsa subirá e voltarão ao comando os mesmos corruptos de sempre, já que eles foram poupados de maneira sistemática durante toda a fase quente da operação. O que poderia ter sido a exposição de como a democracia brasileira só funcionou até agora sob corrupção, precisando ser radicalmente mudada, terá sido apenas uma farsa grotesca.”

Esta farsa grotesca, este golpe, havemos de convir que foi preparado ao longo de muito tempo. Havia esse ódio de classe contra Lula, um torneiro mecânico feito grande do país, havia o medo social das elites urbanas contra a massa popular em cidades de quinze milhões de habitantes, havia a raiva de latifundiários contra os sem-terra, havia as listas de sindicalistas a assassinar, tudo se foi conjugando para estes dias de chumbo.

Mas, ainda assim, mesmo com tanto ódio, nada fazia prever a cavalgada dos juízes e dos seus partidários. De facto, Lula governou sem beliscar os interesses dos que temem pela propriedade e pelo estatuto, o seu partido foi-se habituando aos salões e cultivando a intriga. Nem a terra foi distribuída nem a indústria e a finança foram ameaçadas ou entregues ao povo, que recebeu uns reais para que a pobreza ficasse menos pobre, umas escolas e universidades para os seus filhos e muita paciência para todos porque o Brasil ainda há-de ser um imenso Portugal. O pouco que mudou, mudou alguma coisa para muita gente dos de baixo mas nada para os de cima. E o Brasil viveu tranquilamente o encabulamento da Copa do Mundo e depois voltou à sua vida de todos os dias.
Nada fazia prever o golpe, portanto.

Dilma remou na mesma maré. Inaugurou o segundo mandato cedendo tudo à direita, nomeando para postos chaves do governo o homem que seria o ministro das finanças do seu adversário e uma representante de terratenentes para a agricultura. Porque deu tudo aos adversários, o golpe parecia coisa de ficção ou de jogo de computador.

Até que chegou o Caso Petrobrás, ou Lavajato. E ele tocou no ponto frágil de toda esta construção, os partidos, tanto do governo como da oposição. O principal partido de direita que faz parte do acordo governista, o PMDB, distinguiu-se entre os que, com o presidente do Parlamento Federal, Eduardo Cunha, correm contra o tempo da acusação judicial e da prisão, depois de as suas contas no estrangeiro serem identificadas e ser exibida a mão que lhe pagou. Outra parte do PMDB, com o vice-presidente Temer, perfila-o como sucessor de Dilma se conseguir a sua impugnação. No PSDB, o principal partido de oposição, luta-se entre os que querem demitir Dilma agora (com alguma acusação derivada do Lavajato), para provocar uma eleição a curto prazo, ou os que querem demiti-la depois (com o processo rocambolesco sobre o financiamento da campanha eleitoral), conforme as conveniências de cada um, seja Serra, Alckmin ou Aécio Neves, colegas e inimigos. Todos correm contra o tempo e isso cria uma irracionalidade colectiva: os chefes partidários, apanhados na teia da corrupção e irmanados na desgraça, escolheram todos o quanto pior melhor. Quanto mais depressa incendiarem o Brasil, mais depressa esperam sentir-se aliviados da pressão sobre cada um deles.

É preciso reconhecer que o PT alimentou esta monstruosidade. Os seus dirigentes acreditaram que a composição da aliança governista criaria uma distribuição de benesses e um espírito situacionista que cimentaria esta multidão de partidos e de interesses graúdos. Chegou-se ao ponto, quanto as primeiras frestas estalaram, de agenciar a compra e venda de votos de deputados com o Mensalão, para manter o governo a flutuar entre as suas próprias piranhas. A força do PT, a sua capacidade de ter um voto eleitoral maioritário, mas num sistema eleitoral que lhe rouba a maioria e favorece o aliancismo tacticista, deu lugar a um sistema de corrupção que se tornou uma marca de governo. Ao abeirar-se dos donos do Brasil, o PT pareceu-se cada vez mais com eles, nos tiques e nas ambições.
Só que essa mimetização e essas alianças nunca aplacariam o ódio de classe nem amenizariam a raiva da direita que era forçada a partilhar o poder. Por isso, a espiral da radicalização transformou ainda mais os partidos, com um parlamento em que as bancadas que cresceram são as das seitas religiosas fanáticas, os defensores do tiroteio e dos fuzilamentos policiais, ou de outras particularidades. O que agora junta esta turbamulta é o alvo Dilma e, sobretudo, o alvo Lula. Os magistrados golpistas pressentiram a oportunidade e interpretaram o momento de descontrolo, descendo à terra como anjos exterminadores. E temos golpe.

Seria ocioso dizer agora que esta esquerda nunca aprendeu nada. Que um sistema eleitoral que corrompe é um salvo-conduto para a direita. Que alianças com partidos ou políticas destruidoras são impeditivas da mobilização do povo. Que o braço dado com a finança é repressão da vida das pessoas. Mas tudo isso é a vida falhada de um governo que criou tanta expectativa e que prometeu tanto a tanta gente que já viveu tanta mentira.

O Brasil tornou-se assim um pavor de ameaças neste golpe em câmara lenta: estamos a vê-lo, adivinhamos como vai acabar, mas o filme é inacessível para quem olha. Vemo-lo, em todo o caso, e, nele, o que é insuportável é a arrogância dos golpistas, o que é execrável é a justificação justiceira para a ilegalidade e para o arbítrio sem regras, o que é triste é este fracasso político de um governo que esperava ocupar o poder e viver dele como se o tempo passasse e tudo compusesse. Como se viu, a história, que é quem tem o poder ou o assume, virou-se sobre si própria e começou a destroçar este ciclo de governação.

Mas, olhando o Brasil daqui de fora e conhecendo alguma coisa de dentro, só vejo desperdício de esperança, tanta tristeza, tanta gente extraordinária que está a ser sacrificada, tanta ameaça contra a liberdade, tanta pesporrência golpista, tanta violência evocativa da ditadura militar, tanta asquerosa condenação dos mais fracos: nesse mundo eles não têm direito.

Vive-se no Brasil como se este golpe avançasse e o povo ficasse parado a ver, já não acreditando em nada. Não precisavamos desta farsa de golpe para nos lembrarmos que a história é parteira de tragédias.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/assistimos-a-um-golpe-no-brasil-em-transmissao-direta-diz-escritor-e-ex-deputado-portugues/



Extraído do blog:www.suzyscosta.blogspot.com

segunda-feira, 28 de março de 2016

Carta Aberta a Michel Temer : Em Busca da Ética

Fazer parte de uma trama que culminará em uma puxada de tapete é a mais pura traição, um ato dos mais fracos, dos chamados oportunistas.


 Valter Campanato/ Agência Brasil



Senhor Vice-Presidente,

Hoje o nosso país vive à beira de um abismo. Não o abismo do clichê monotemático da ”crise” criada, manipulada e bombardeada principalmente pelas organizações Globo como verdade, antes dela sequer existir, e cantada em coro pelas vozes de partidos da oposição ao governo federal, que nunca se conformaram em perder uma eleição e, assim, ficarem longe do “poder”, ainda que fruto de um resultado democrático.  

Este abismo ao qual me refiro, é o abismo da indecência e da indignidade humana. Todos os dias vimos homens maduros, infelizmente apenas na sua idade, se curvarem de joelhos para ganhar um holofote a mais como trampolim, para que em nome de suas ambições individualistas e pequenas, possam abocanhar um pedaço maior do bolo da nação.

Ainda que vozes que se auto intitulam povo, bradem com pouquíssima consciência pelo impeachment da presidenta Dilma, muitos de nós sabemos e o senhor ainda mais, que não há razão jurídica para isso, baseada nas pedaladas fiscais, e que o momento politico é completamente diferente daquele vivido no governo Collor em 1992, até a sua derrocada.


Imagino que o senhor vem acompanhando também outras vozes das ruas; a dos movimentos sociais (aqueles que vivem na pele, mais do que qualquer um de nós “o tour de force” da sobrevivência humana), dos juristas de ilibada reputação, dos religiosos equilibrados, dos artistas, dos escritores, músicos, cineastas etc que são unânimes a favor do combate à corrupção, mas fortemente contrários a qualquer tipo de traição e golpe aos mais de 54 milhões de eleitores que votaram no mandato Dilma-Temer.

Estas vozes não se medem apenas pela quantidade, apesar de não serem poucas, mas pela sua capacidade de mobilização; pela sua contribuição histórica para a música, a poesia, a literatura, o cinema; a construção simbólica, cultural, subjetiva de nosso país que faz com que quando você diga Brasil, a palavra emane versos, imagens, letras e melodias que dão forma a nossa alma, para nós mesmos e para o mundo.

Caro Temer, ouça essas vozes. Elas saíram diretamente do coração e das entranhas do nosso país. São profundas, têm valor. Não falam para o próprio umbigo, não almejam cargos, não visam vingança. Elas pedem uma virtude básica para a vida em qualquer sociedade: a ética. E ecoam seu clamor em brados retumbantes, na esperança de que a história brasileira não se manche mais uma vez pelo o que há de mais pequeno e covarde no ser humano: a traição.  O homem como ser que já nasce sabendo que irá morrer, terá sua  história escrita primeiro, por sua própria consciência, sem falsas alegorias de uma elite vingativa e egoísta, usadas para legitimar um golpe dos opositores politicos do Congresso Nacional, que pisam não apenas na constituição, mas que ignoram um clamor democrático que dá sentido ao nosso espírito maior.

Este homem terá depois, sua história traduzida em versos, melodias, livros e filmes, peças que perpeturão ad infinitum, pelos territórios além da bolha obtusa dos gabinetes politicos e das redes de TV brasileiras, já arcaicas e obsoletas em suas escolhas maniqueístas e pouco responsáveis, que visam a manutenção de seu status quo em detrimento do avanço intelectual da maioria.

Caro Temer, se assumiu o risco de ser vice-presidente da república, não se vingue da nação que o elegeu por ambições que não compactuam com o nosso voto.

Este não é o seu primeiro mandato como vice-presidente. O senhor é co-autor deste governo. A renúncia à vice-presidência é um ato digno, caso não concorde mais em fazer parte do governo, como parece ser o caminho do partido que o senhor preside. A renúncia à presidência, caso aja um impeachment é também um marca de caráter por não legitimar um golpe.  

Mas fazer parte de uma trama que culminará em uma puxada de tapete, para assumir a Presidência da República, sem os votos contabilizados pelo nosso sistema democrático, arduamente construído, é a mais pura traição, um ato dos mais fracos, dos chamados oportunistas. A presidenta Dilma não é menos honesta do que o senhor.

Nenhum legado vale a pena ser deixado na história, construído nestes alicerces que cedo ou tarde serão destruídos por outros traidores, seguindo a máxima da vida entre predadores que sempre se auto-destroem.

Quando tomar sua decisão sobre o momento politico em que o país vive, não renuncie ao que resta ao homem como seu último suspiro de existência: a ética. Se não fizer isto pelo país, faça-o pela sua própria dignidade e pela memória que irá deixar na política brasileira.  

Que na lápide da sua consciência seja escrita uma história de coragem e respeito à verdadeira democracia.

Luciana Burlamaqui/  http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Carta-Aberta-a-Michel-Temer-Em-busca-da-etica%0A/4/35813

Extraído:  http://suzyscosta.blogspot.com.br/

quarta-feira, 23 de março de 2016

10° Congresso De Teologia Vida Nova - DECLARAÇÃO SOBRE A ATUAL CONJUNTURA SOCIOPOLÍTICA DA NAÇÃO



Por ocasião do 10º Congresso de Teologia Vida Nova, nos dias 15 a 18 de março de 2016, em Águas de Lindoia, São Paulo, pastores, teólogos e líderes evangélicos de todo o Brasil se reuniram para refletir e discutir o papel e a contribuição da teologia evangélica para a sociedade e a cultura como um todo. Diante dos acontecimentos que têm agitado o país nos últimos meses, produzimos a seguinte declaração, conclamando os cristãos à confissão de pecados, ao repúdio da injustiça e à participação ativa neste momento crítico em nossa história nacional. 
 
Afirmamos que o Deus todo-poderoso, o único Soberano, Pai, Filho e Espírito Santo, que reina sobre todas as coisas e governa tanto a criação quanto as nações, levanta e destitui os poderosos, fazendo com que tudo, invariavelmente, atenda à sua vontade.  

Afirmamos a importância e a necessidade do envolvimento de cada cristão na sociedade, contribuindo para que a paz e a justiça do reino de Deus se estabeleçam em todas as áreas da vida pública. 

Afirmamos que a Igreja cristã, quando permanece fiel à sua missão — que consiste na pregação das Escrituras, na administração correta do Batismo e da Ceia — capacita cristãos a servirem a viúva, o órfão, o estrangeiro, o pobre e o que sofre violência (Jr 22.3; Zc 7.10). 

Como pastores e líderes, confessamos que não temos nos quebrantado diante da Palavra de Deus nem pregado as Escrituras como deveríamos. Confessamos também que não temos refletido o caráter de Cristo Jesus na esfera pública, deixando de tomar posições bíblicas claras e esquecendo o papel profético do púlpito. 

Como povo de Deus, confessamos que não temos exercido com toda a dedicação nossa vocação de ser sal e luz da terra (Mt 5.13-16) e que temos nos amoldado a uma mentalidade mundana. Confessamos nossa falta de amor pela Palavra e nossa negligência na oração em favor de nossos pastores, de nossas autoridades e da nação. Confessamos nosso desinteresse em influenciar positivamente os governantes e governados à luz da mensagem evangélica. 

Como cidadãos brasileiros, confessamos nossa adesão a ideologias estranhas à fé cristã, a indiferença diante da corrupção, a relativização da ética e do decoro, a busca pela realização de interesses próprios que têm gerado o desprezo pelas justas leis e pelos retos princípios da Constituição Federal. 

Repudiamos, sob o temor do Senhor, toda forma de idolatria ao Estado, iniquidade, conivência, omissão e dissimulação da impiedade. 

Repudiamos toda tentativa de silenciar e marginalizar a voz da Igreja cristã e da mensagem evangélica na esfera pública. 

Repudiamos o silêncio eloquente daqueles que, em nome de uma agenda ideológica iníqua, se eximem de fazer crítica profética a partir das Escrituras e, com isso, contribuem para a corrosão do estado democrático de direito. 

Repudiamos sobretudo a corrupção que desvia os recursos públicos e aumenta a pobreza e a desigualdade social. 

Repudiamos toda forma de relativização da Constituição Federal com o objetivo de atender a fins ideológicos espúrios, contrários ao bem da população como um todo. 

Repudiamos a desarmonização das esferas executiva, legislativa e judiciária e a usurpação de sua autonomia. 

Convocamos a assembleia dos santos a exercer sua cidadania terrena à luz de sua cidadania celestial, com engajamento e valorização da paz, da ordem e da justiça. A todos os que protestam pelas ruas do país, convocamos que o façam dentro dos parâmetros do respeito e da moderação, como pacificadores (Mt 5.9), entendendo que este é um momento oportuno de expressão do compromisso com a fé cristã. 

Por fim, convocamos a Igreja a que busque o Senhor em quebrantamento, orando pela nação e suplicando, especialmente, por um avivamento que procede do Espírito Santo. 

Em tudo isso, não esqueçamos a mensagem de nosso Senhor Jesus Cristo: 

“Não temas, eu sou o primeiro e o último.” (Ap 1.17) 

“No mundo tereis tribulações; mas não vos desanimeis! Eu venci o mundo.” (Jo 16.33)

 Águas de Lindoia, 17 de março de 2016 

Pastores, professores, missionários e líderes que desejam integrar a lista de signatários, por favor envie seu nome completo, função e instituição para o e-mail teologiabrasileira@vidanova.com.br



SIGNATÁRIOS:
Abelardo Nunes de Sousa Junior, presbítero da Igreja Apostólica Tessalônica.
Adilson Ferreira, pastor da Igreja Bíblica Evangélica da Comunhão.
Adilton Cruz Coelho, diretor do Seminário Teológico Adonai.
Alcimar Laurentino dos Santos, pastor da Igreja do Nazareno-Zona Sul, Natal-RN.
Alessandra Vicente Pires de Carvalho, pastora da Igreja Videira do Vale Feliz.
Alex Gonçalves da Silva, pastor da Igreja Presbiteriana de Águas de Lindoia.
Ana Lúcia Alexandre Barbosa, diaconisa da Igreja Batista Nacional, João Pessoa-PB.
Ana Lucia Barbosa, seminarista do Seminário Teológico Adonai.
André Carvalho de Oliveira, diretor regional do Ministério Pregue a Palavra.
Angelino do Carmo Felizberto, pastor da Igreja Batista Central em Jardim Metrópolis, São João de Meriti-RJ.
Antonio Alberto de Melo Souza, pastor batista.
Antonio Carlos Corrêa da Silva, pastor da Igreja Batista Regular Filadélfia.
Antônio Coine, pastor presbiteriano da Igreja Presbiteriana Monte Sião de Botucatu-SP.
Arthur Wesley Dück, professor da Faculdade Fidelis.
Augustus Nicodemus Lopes, professor, pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-Go.
Áurea Bustorff, seminarista do Seminário Kadoshi, Igreja Batista Nacional Miramar, João Pessoa-PB.
Beatriz Rodrigues de Lima, musicista, Primeira Igreja Batista de Bauru-SP.
Benedito Sérgio Lourenço, pastor da Igreja Bíblica Evangélica da Comunhão.
Cesário de Paula Conserva Junior, pastor da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil.
Christian da Paixão França, pastor da Igreja Adventista da Promessa-SE.
Claudio de Souza Ferreira, pastor da Igreja Batista Monte Moriah, Brasília-DF.
Clemilton Lima da Silva, pastor da Igreja Congregacional Ide, Angra dos Reis-RJ.
Cristiane da Silva Alexandre, seminarista do Seminário Kadoshi, João Pessoa-PB.
Cristiane Siqueira de Carvalho, pastora da Comunidade Batista Bíblica.
Cristiano Camilo Lopes, pastor da Igreja Batista Fonte de Sicar, São Paulo.
Daniel Henrique Pereira Ribeiro, obreiro do Ministério Luz para os Povos.
Daniel Raimundo da Silva, presbítero da Igreja O Brasil para Cristo.
Danora Bachmann, teóloga, tesoureira, Ministério Avant.
Dante Pesqueira Andrada, professor e diácono da Igreja Batista Missionária de Pirapora.
Davi Charles Gomes, chanceler  da Universidade Presbiteriana Mackenzie-SP.
Davi de Campos Munhoz, pastor da Igreja Batista Betel de Bauru-SP.
David Bachmann, pastor da Igreja Batista Antioquia Goianápolis-GO.
Dennis Callegari, pastor, presidente da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil.
Dilean Baptista de Melo Souza, reitor do Seminário Teológico Batista do Litoral Paulista.
Edilson Meirelles, pastor da Igreja Evangélica Videira.
Edmilson Bizerra, pastor, Igreja Batista Jardim Consórcio-SP.
Edson da Silva Santos, pastor da Igreja Congregacional, São Gonçalo-RJ.
Edson Luís Vieira, professor da Igreja de Cristo.
Edson Moises Costa, pastor da Igreja Hagnos, São José do Rio Preto-SP.
Eduardo Pyrrho De Oliveira, seminário Betel Brasileiro.
Edvaldo de Souza Pereira, pastor da Igreja Batista Central d Bairro da Luz, Nova Iguaçu-RJ.
Elaine Cristina Soares,   diretora do Seminário Betel Brasileiro de Santo André-SP.
Eli Roberto Teixeira, pastor da Igreja Batista Memorial em Interlagos-SP.
Elizabeth Alves Pinto, professora e coordenadora do Seminário Abba Centro de Estudos Avançados e Cristo para as Nações.
Elzangela Waleska Sales Lordão, coordenadora pedagógica do Seminário JUVEP, João Pessoa-PB.
Erisvaldo Veríssimo da Silva, pastor da Igreja Assembleia de Deus em Guarulhos-SP.
Edward Gusmão de Mello e Silva, pastor da Igreja Batista Betel, Bauru-SP.
Eucleme Lopes de Paula, pastor da Primeira Igreja Batista de Bebedouro-SP.
Eucleme Lopes de Paula Junior, pastor da Primeira Igreja Batista em Bebedouro-SP.
Euder Faber Guedes Ferreira, pastor, presidente da VINACC (Visão Nacional para a Consciência Cristã).
Evandro Batista Buzzo, pastor da Igreja Batista Jardim Progresso-SP.
Ezenildo Moura, pastor da Assembleia de Deus, Araruama-RJ.
F. Solano Portela Neto, presbítero, conferencista da Igreja Presbiteriana do Brasil.
Fábio Bispo Da Silva, pastor da Igreja Adventista da Promessa.
Fares Camurça Furtado, pastor da Igreja Batista Sião.
Felipe Abreu, pastor da Igreja Presbiteriana da Colônia Santa Isabel, Betim-MG.
Flávio de Jesus Marques, pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Brasília-DF.
Francisco Genciano Junior, pastor da Igreja em Santo André.
Francisco José da Silva Junior, pastor auxiliar da Igreja Batista Memorial em Interlagos-SP.
Franklin Ferreira, pastor batista, diretor geral do Seminário Martin Bucer.
Gerson Januário, pastor da Igreja Batista Central em Barra Mansa-RJ.
Gislania Aparecida Neves Andrada, secretária da Igreja Batista Missionária de Pirapora.
Gustavo Castro De Souza, pastor da Comunidade Batista Bíblica.
Heber Aleixo, pastor da Primeira Igreja Batista de Brazlândia-DF.
Hélder Cardin, professor do Seminário Bíblico Palavra da Vida, Atibaia-SP.
Herberte Henrique Barbosa, pastor do Seminário Betel Brasileiro, Brasília-DF.
Indalécio Gomes Cordeiro, pastor da Igreja Batista do Centenário em Conumbande.
Isaque Sicsú, pastor batista.
Ivan De Oliveira Santos, pastor da Igreja Batista em Nova Iguaçu-RJ.
Ivanei Carlos Martins da Silveira, pastor da Igreja Cristã Evangélica do Brasil.
Jacileide Lopes Conserva, líder de missões da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil, João Pessoa-PB.
João Parreira de Carvalho, pastor da Comunidade Batista Bíblica.
Joelma Pereira Santiago Coelho, coordenadora pedagógica do Seminário Batista Getsemâni.
Jonas Madureira, pastor da Igreja Batista Nações Unidas-SP.
Jonathan Silveira, produção editorial e marketing de Edições Vida Nova.
José A. Pereira de Almeida, diretor do Seminário Betel Brasileiro, Brasília-DF.
José Carlos Souza, pastor da Igreja Batista em Vila Rosali, São João de Meriti-RJ.
José Celio de Souza, pastor da Igreja Batista Central do Bairro da Luz, Nova Iguaçu-RJ.
Josicleide Conserva da Silva Paiva, membro da Missão Evangélica Pentecostal Do Brasil, João Pessoa-PB.
Josivan Gomes Alfredo, pastor da Igreja Batista Nacional, João Pessoa-PB.
Karina Passos Marinho Barboza, professora do Seminário Batista do Norte de Minas.
Kenneth Lee Davis, diretor-executivo de Edições Vida Nova.
Laís Macena Marques de Oliveira, bacharel em Teologia, Igreja Batista Nacional, João Pessoa-PB.
Leila Parmeggiani Frank, missionária da World Team.
Lucio Ribeiro, pastor da Igreja Batista Betel de Ribeirão Preto-SP.
Lucitânia Verotti, musicista, Igreja Batista Nações Unidas.
Luís Cláudio Bernardes da Silva, seminarista, Igreja Evangélica Congregacional Nova Aliança - São Gonçalo.
Luís do Nascimento, pastor da Igreja Batista Independente.
Luiz André Barbosa, pastor-professor da Igreja Cristã Evangélica / Seminário Betel Brasileiro.
Luiz Antonio Batista Vieira, pastor da Igreja de Deus no Brasil.
Madson Gonçalves da Silva, teólogo - Historiador da Igreja Presbiteriana Nova Jerusalém - ES.
Manoel Severo, pastor da Igreja Ação Evangélica - ACEV.
Manuel Barbosa de Sousa, pastor da Igreja Presbiteriana Renovada do Gama.
Marcelo Dias, professor e pastor do Seminário Bíblico Palavra da Vida, Atibaia-SP.
Marcos Antônio de Andrade, pastor da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil, Natal-RN.
Marcos Tarcísio Lopes, pastor da Igreja Batista Betesda, Itaguaí-RJ.
Maria Edinalva Alves Tavares, diretora acadêmica do Betel Brasileiro do Rio de Janeiro.
Maria José Pessoas de Queiroz, missionária do Seminário Betel Brasileiro, João Pessoa-PB.
Maria Leonor Carvalho Toledo, líder de Ministério de ensino e professora de EBD da Primeira Igreja Batista de Bauru.
Marilene do Amaral S. Ferreira, diretora acadêmica do Seminário Martin Bucer.
Marize Teles Cavalcante, missionária da Igreja Assembleia de Deus, Ministério São Paulo.
Mauro Fernando Meister, pastor da Primeira Igreja Presbiteriana da Barra Funda-SP.
Midian Conserva de Sousa, presbítera da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil - PB.
Miguel Arcanjo Soares Neto, pastor da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil, Natal-RN.
Miguel Lucas Cartaxo Soares, membro da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil, Natal-RN.
Misael Lins Da Silva, pastor da Igreja Batista Filadélfia, Natal - RN.
Nancy Batista Sousa, seminarista, Primeira Igreja Batista Cruz Das Almas - BA
Ney Vagner Silva Rodrigues, pastor da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil - Fortaleza-CE.
Norma Cristina Braga Venâncio, escritora, Igreja Presbiteriana do Pirangi, Natal-RN.
Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor  da Segunda Igreja Batista em Barra Mansa-RJ.
Otiniel Mendes Lauriano, evangelista da Igreja de Deus no Brasil.
Patrícia Shedd, esposa de pastor.  
Patrício de Brito Vasconcelos, pastor da Igreja Batista Nacional, João Pessoa - PB.
Paulo Márcio de Moraes Cirelli, pastor da IBEC - Igreja Bíblica Evangélica da Comunhão.
Paulo Pereira de Andrade, pastor da Igreja Batista da Granja Viana - SP.
Pedro  Baccarat, pastor da Primeira Igreja Batista Jd. das Imbuias.
Péricles Lopes de Melo, pastor da Igreja Betel Brasileira, Fortaleza-CE.
Priscila Antunes dos Anjos, seminarista, Instituto Presbiteriano Mackenzie.
Rafael Fcachenco Filho, pastor da Igreja Batista Betel de Bauru-SP.
Renan Guedes Hart, ministro de música da Primeira Igreja Batista de Sobradinho-DF.
Renato Vargens, pastor    da Igreja Cristã da Aliança de Niterói-RJ.
Ricardo Aparecido dos Reis, pastor da Igreja Batista Cristo Redentor.
Roberto do Amaral Silva, pastor  e professor da Segunda Igreja Batista de Goiânia.
Roberto Soares Filho, seminarista, Igreja Batista Nova Jerusalém em Campinas-SP.
Rodrigo Bibo de Aquino, membro da Igreja do Evangelho Eterno-SC.
Ronaldo Almeida Lidório, pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil.
Rosangela dos Santos Barreto Gonçalves, professora de Teologia do Seminário Teológico Congregacional do Rio de Janeiro.
Rosivania Lúcia Silva Tosta, pastora, diretora do Seminário Batista Getsemâni.
Russell Shedd, pastor.   
Ruth Helena Lima, coordenadora de grupo de mulheres do Projeto Água da Vida.
Samuel Alves Silva, bispo da Igreja de Deus no Brasil - Aparecida de Goiânia.
Sandra Ferreira, diretora acadêmica do Seminário Betel Brasileiro Volta Redonda.
Sandra Luzia da França, seminarista, Primeira Igreja Batista Cruz das Almas-BA.
Sandra Roger, missionária do Projeto Amar - Manaus-AM.
Sandro Ricardo Baggio, pastor do Projeto 242, São Paulo.
Selma Pereira Lopes, membro da Igreja Betel Brasileira, Fortaleza-CE.
Sérgio Siqueira Moura, gerente de Produção Editorial de Edições Vida Nova.
Sinara de Cassia Vieira, pastora da Igreja Presbiteriana Independente de Bocaina.
Suzete Machado Cirelli, membro da IBEC - Igreja Bíblica Evangélica da Comunhão.
Tania Roberta Carrijo Teles, secretária e tesoureira da Igreja de Deus no Brasil - Jardim Buriti Sereno.
Tiago Alexandre da Silva, professor do Ministério Pregue a Palavra.
Tiago José dos Santos Filho, pastor batista, diretor pastoral do seminário Martin Bucer - Editora Fiel.
Valdeci Paulino de Moraes, pastor da Casa de oração para todas as nações-MG.
Valdejane do Nascimento, pastor da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil-PB.
Valdemar Kroker, editor de Edições Vida Nova.
Vanessa Cristina de Oliveira Vieira, professora da Igreja de Cristo.
Vania Carvalho, supervisora de Marketing de Edições Vida Nova.
Vinícius Musselman Pimentel, fundador do blog Voltemos ao Evangelho, Igreja Batista.
Wallacce Oliveira Correa, pastor do Projeto Água da Vida.
Walter Mcalister, bispo-primaz da Igreja Cristã de Nova Vida.
Wilma Feitosa Coelho, missionária da IBN Restaurando Vidas.
Wilson Melo Ribeiro, pastor da Assembleia De Deus Pioneira - Amapá.
Wilson Porte Jr., professor e pastor na Igreja Batista Liberdade, Araraquara-SP.


Reproduzido do blog: suzyscosta.blogspot.com